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    Portugiesische Gedichte

    Kommentar
    Siehe auch: [fr-de] Viertes Schatzkästlein des leonidischen Haus... - #230

    Hier habe ich nach einem Gedicht von António Nobre (# 228) auch eines von Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa) eingestellt, weil es sehr gut in die Mond-Untereinheit des „Schatzkästlein“ im Französisch-Forum passte. Ich habe auch versucht, die Verse ins Deutsche zu übersetzen, und hoffe, es einigermaßen richtig gemacht zu haben.

    Verfassermars (236327) 08 Sep. 13, 09:41
    Kommentar
    Das ist nett, Mars! Und die Übersetzung kommt einigermaßen hin! Dennoch finde ich, dass übersetzte Gedichte so gut wie nie die Seele des Originals widerspiegeln.Ich ziehe meinen Hut vor guten literarischen Übersetzern.
    #1VerfasserCARIOCA (324416) 10 Sep. 13, 15:21
    Kommentar
    Literatur auf dem Sprung

    Brasilien, mit dem achtgrößten Buchmarkt weltweit, ist ab Mittwoch Gastland bei der Frankfurter Buchmesse. Zeit also, Klischees zu überwinden - vom Samba bis zum Karneval.
    http://www.kleinezeitung.at/nachrichten/kultu...
    #2Verfasseroopsy (491382) 08 Okt. 13, 18:14
    Kommentar
    Wer dominiopublico.com.br nicht kennt, sollte schon mal diese Webseite besuchen.
    Da gibt's auch Gedichte von Pessoa: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/Res...
    #3VerfasserZucchiniMann (238313) 02 Nov. 13, 01:24
    Kommentar
    Ein Verweis auf zwei andere Fäden, die mit Gedichten zu tun haben:
    Siehe auch: Canção da Saudade - Lied der Sehnsucht
    Siehe auch: [es-de] Sonett der Liebe (Camões)
    #4VerfasserCARIOCA (324416) 11 Nov. 13, 19:08
    Kommentar


    Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
    Sê um arbusto no vale mas sê
    O melhor arbusto à margem do regato.
    Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
    Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
    E dá alegria a algum caminho.

    Das ganze Gedicht von Pablo Neruda († 1973) findet ihr hier: http://algarve-saibamais.blogspot.de/2013/03/...


    Ich bewundere die Lebensphilosophie, die in diesem Gedicht steckt, und die Worte Nerudas "para TODOS os navegantes da net, mas principalmente para os POETAS de todo o mundo“.

    #5Verfassermars (236327) 21 Feb. 14, 13:19
    Kommentar
    Das hier ist kein Gedicht aber so poetisch, dass ich es euch zum lesen anbieten will. Ich fand es wunderschön.

    http://blog.pterodactilo.com/?p=120
    A 16 de Novembro, José Saramago (1922-2010) fez 90 anos, o único nóbel da literatura portuguesa até hoje, recebido em 1998. Quando recebeu o prémio dedicou-o a sua avó Josefa, de 90 anos. Eis um excerto desta dedicatória:

    Carta para Josefa, minha avó:

    Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas, deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio começava a gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua cama, lume da tua lareira, – sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.

    Não sabes nada do mundo, não entendes de política, nem de economia, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste uma centena de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos da rua, casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste a lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de palmo. Da fome sabes alguma coisa. Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. Como tu não vi rir ninguém.

    Estou diante de ti e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber onde é o mundo. Chegas ao fim da vida e o mundo é para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não fazia parte da tua herança […].

    Mas porquê, avó, porque te sentas tu na soleira da porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida:

    “O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!”
    #6VerfasserCARIOCA (324416) 26 Feb. 14, 20:52
    Kommentar
    • literatura de cordel é literatura popular (contos,novelas e poesias) de impressão barata, exposta à venda em cordéis, esp. no Nordeste do Brasil

    Vamos encaminhar este cordel. É o que muitos de nós pensamos dessa porcaria imbecil BBB (Big Brother Brasil).
    Bial é o moderador do BBB.


    Super bem escrito e dito.Vale a pena ler!


    Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara/Bahia-Brasil.

    Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.

    Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.

    Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.

    Vários trabalhos em jornais, revistas e antologias, tendo publicado aproximadamente 100 folhetos de cordel abordando temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.

    Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.

    Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

    Curtir o Pedro Bial
    E sentir tanta alegria
    É sinal de que você
    O mau-gosto aprecia
    Dá valor ao que é banal
    É preguiçoso mental
    E adora baixaria.

    Há muito tempo não vejo
    Um programa tão 'fuleiro'
    Produzido pela Globo
    Visando Ibope e dinheiro
    Que além de alienar
    Vai por certo atrofiar
    A mente do brasileiro.

    Me refiro ao brasileiro
    Que está em formação
    E precisa evoluir
    Através da Educação
    Mas se torna um refém
    Iletrado, 'zé-ninguém'
    Um escravo da ilusão.

    Em frente à televisão
    Longe da realidade
    Onde a bobagem fervilha
    Não sabendo essa gente
    Desprovida e inocente
    Desta enorme 'armadilha'.

    Cuidado, Pedro Bial
    Chega de esculhambação
    Respeite o trabalhador
    Dessa sofrida Nação
    Deixe de chamar de heróis
    Essas girls e esses boys
    Que têm cara de bundão.

    O seu pai e a sua mãe,
    Querido Pedro Bial,
    São verdadeiros heróis
    E merecem nosso aval
    Pois tiveram que lutar
    Pra manter e te educar
    Com esforço especial.

    Muitos já se sentem mal
    Com seu discurso vazio.
    Pessoas inteligentes
    Se enchem de calafrio
    Porque quando você fala
    A sua palavra é bala
    A ferir o nosso brio.

    Um país como Brasil
    Carente de educação
    Precisa de gente grande
    Para dar boa lição
    Mas você na rede Globo
    Faz esse papel de bobo
    Enganando a Nação.

    Respeite, Pedro Bienal
    Nosso povo brasileiro
    Que acorda de madrugada
    E trabalha o dia inteiro
    Da muito duro, anda rouco
    Paga impostos, ganha pouco:
    Povo HERÓI, povo guerreiro.

    Enquanto a sociedade
    Neste momento atual
    Se preocupa com a crise
    Econômica e social

    Você precisa entender
    Que queremos aprender
    Algo sério - não banal.

    Esse programa da Globo
    Vem nos mostrar sem engano
    Que tudo que ali ocorre
    Parece um zoológico humano
    Onde impera a esperteza
    A malandragem, a baixeza:
    Um cenário sub-humano.

    A moral e a inteligência
    Não são mais valorizadas.
    Os "heróis" protagonizam
    Um mundo de palhaçadas
    Sem critério e sem ética
    Em que vaidade e estética
    São muito mais que louvadas.

    Não se vê força poética
    Nem projeto educativo.
    Um mar de vulgaridade
    Já tornou-se imperativo.
    O que se vê realmente
    É um programa deprimente
    Sem nenhum objetivo.

    Talvez haja objetivo
    "professor", Pedro Bial
    O que vocês tão querendo
    É injetar o banal
    Deseducando o Brasil
    Nesse Big Brother vil
    De lavagem cerebral.

    Isso é um desserviço
    Mau exemplo à juventude
    Que precisa de esperança
    Educação e atitude
    Porém a mediocridade
    Unida à banalidade
    Faz com que ninguém estude.

    É grande o constrangimento
    De pessoas confinadas
    Num espaço luxuoso
    Curtindo todas baladas:
    Corpos "belos" na piscina
    A gastar adrenalina:
    Nesse mar de palhaçadas.

    Se a intenção da Globo
    É de nos "emburrecer"
    Deixando o povo demente
    Refém do seu poder:
    Pois saiba que a exceção
    (Amantes da educação)
    Vai contestar a valer.

    A você, Pedro Bial
    Um mercador da ilusão
    Junto a poderosa Globo
    Que conduz nossa Nação
    Eu lhe peço esse favor:
    Reflita no seu labor
    E escute seu coração.

    E vocês caros irmãos
    Que estão nessa cegueira
    Não façam mais ligações
    Apoiando essa besteira.
    Não deem sua grana à Globo
    Isso é papel de bobo:
    Fujam dessa baboseira.

    E quando chegar ao fim
    Desse Big Brother vil
    Que em nada contribui
    Para o povo varonil
    Ninguém vai sentir saudade:
    Quem lucra é a sociedade
    Do nosso querido Brasil.

    E saiba, caro leitor
    Que nós somos os culpados

    Porque sai do nosso bolso
    Esses milhões desejados
    Que são ligações diárias
    Bastante desnecessárias
    Pra esses desocupados.

    A loja do BBB
    Vendendo só porcaria
    Enganando muita gente
    Que logo se contagia
    Com tanta futilidade
    Um mar de vulgaridade
    Que nunca terá valia.

    Chega de vulgaridade
    E apelo sexual.
    Não somos só futebol,
    baixaria e carnaval.
    Queremos Educação
    E também evolução
    No mundo espiritual.

    Cadê a cidadania
    Dos nossos educadores
    Dos alunos, dos políticos
    Poetas, trabalhadores?
    Seremos sempre enganados
    e vamos ficar calados
    diante de enganadores?

    Barreto termina assim
    Alertando ao Bial:
    Reveja logo esse equívoco
    Reaja à força do mal.
    Eleve o seu coração
    Tomando uma decisão
    Ou então: siga, animal.
    #7VerfasserCARIOCA (324416) 27 Feb. 14, 13:45
    Kommentar
    Kein Gedicht, aber ein toller Text zum Muttertag

    Mãe faz cada coisa...


    "Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas e breguices com a mesma fúria; paga mico, escreve carta para Papai Noel, se faz passar por fadinha do dente, coelho da páscoa, cuca, pede autógrafo para artistas deploráveis assiste a programas, peças, shows horríveis, revê milhares de vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas histórias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A!
    Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dá vexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta, tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos,ganas, irrita, enlouquece, mas... É mãe.
    Mãe faz promessa, prestação, hora extra, pra que a gente tenha o que é preciso e o que sonha.

    Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe pede desculpas, mortificada...

    Mãe é um bicho doido, louco pela cria. Mãe é Visceral!
    Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando a filha menstrua pela primeira vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê a filha apaixonada no casamento, no parto... Xinga todo e cada desgraçado que faz a filha sofrer, enlouquece esperando ela chegar da balada, arranca os cabelos diante da morte...

    Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com um naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C, D, E...

    Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica, mas não se é feliz sem uma.

    Mãe é contrato: irrevogável, vitalício intransferível!
    Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas.

    Mãe dá a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó,dá bronca, dá força.

    Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, pesadelos, bactérias mosquitos, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: Mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tece lembranças. Mãe é arquivo!
    Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende. Ama, desmama desarma, denota, manda, desmanda, desanda, demanda. Rumina o passado, remói dores, dá o troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso.
    Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração, o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando a gente ri. Mãe tem coração de mãe!
    Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos;é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta...

    Mãe é madona-mia! É deus-me-acuda; é graças-a-deus; é mãezinha-do-céu, é mãe é minha-e-eu-mato-quando-quiser; é a que padece no paraíso enquanto nos inferniza...

    Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há Mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de um filho (a)... e olhe lá! Às vezes, nem cabe inteira. Mãe é imensurável!
    Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte.
    Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre, façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele. Mãe é mãe, e faz cada coisa..."

    (Texto de Hilda Lucas)
    #8VerfasserCARIOCA (324416) 11 Mai 14, 15:44
    Kommentar

    O portal Domínio Público disponibiliza para download GRATUITO a poesia completa de Fernando Pessoa. 

    O acervo contempla toda a obra conhecida do poeta português. Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade. É considerado, ao lado de Luís de Camões, o maior poeta da língua portuguesa e um dos maiores da literatura universal. Poemas mais conhecidos foram assinados pelos heterônimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, além de um semi-heterônimo, Bernardo Soares, que seria o próprio Pessoa, um ajudante de guarda-livros da cidade de Lisboa e autor do “Livro do Desassossego”, uma das obras fundadoras da ficção portuguesa no século 20. Confira! http://bit.ly/1cPbL3V

    Edit: Hab gerade gesehen, dass Zucchinimann scho darauf aufmerksam gemacht hatte. Naja, doppelt hält besser.
    #9VerfasserCARIOCA (324416) 18 Jul. 14, 02:38
    Kommentar
    Um adeus português 


    Nos teus olhos altamente perigosos
    vigora ainda o mais rigoroso amor
    a luz de ombros puros e a sombra
    de uma angústia já purificada

    . . . . .

    Nesta curva tão terna e lancinante
    que vai ser que já é o teu desaparecimento
    digo-te adeus
    e como um adolescente
    tropeço de ternura
    por ti.


    Alexandre O'Neill

    http://portodeabrigo.do.sapo.pt/oneill4.html

    Alexandre Manuel Vahia de Castro O’Neill de Bulhões (*1924 in Lissabon, Portugal; † 1986 in Lissabon) war ein portugiesischer Lyriker irischer Abstammung. Er gilt als bedeutendster surrealistischer Lyriker Portugals im 20. Jahrhundert. Auch war er als Zeitungskolumnist, Drehbuchautor, Fernsehkritiker, Übersetzer und Liedtexter tätig.

    #10Verfassermars (236327) 21 Jul. 14, 14:21
    Kommentar
    #11VerfasserZucchiniMann (238313) 05 Sep. 14, 19:25
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    Camões

    Camões, der Musen Liebling,
    Lag erkrankt im Hospitale.
    In derselben armen Kammer
    Lag ein Schüler aus Coimbra,
    Ihm des Tages Stunden kürzend
    Mit unendlichem Geplauder.

    »Edler Herr und grosser Dichter
    Was sie melden, ist es Wahrheit
    Dass gescheitert eines Tages
    Am Gestad von Coromandel
    Sei das undankbare Fahrzeug,
    Das beehrt war, Euch zu tragen?
    Dass Ihr, kämpfend in der Brandung,
    Mit der Rechten kühn gerudert,
    Doch in ausgestreckter Linken,
    Unerreicht vom Wellenwurfe,
    Hieltet Eures Liedes Handschrift?
    Schwer wird solches mir zu glauben.
    Herr, auch mir, wann ich verliebt bin,
    Sind Apollos Schwestern günstig;
    Aber ging' es mir ans Leben,
    Flattern meine schönsten Verse
    Liess ich wahrlich mit dem Winde,
    Brauchte meine beiden Arme!«

    Antwort gab der Dichter lächelnd:
    »Solches tat ich, Freund, in Wahrheit,
    Ringend auf dem Meer des Lebens!
    Wider Bosheit, Neid, Verleumdung
    Kämpft ich um des Tages Notdurft
    Mit dem einen dieser Arme.
    Mit dem andern dieser Arme
    Hielt ich über Tod und Abgrund
    In des Sonnengottes Strahlen
    Mein Gedicht, die Lusiaden,
    Bis sie wurden, was sie bleiben.«

    (1825 – 1898)

    Conrad Ferdinand Meyer


    C. F. Meyer gehört mit Gottfried Keller und Jeremias Gotthelf zu den bedeutendsten deutschsprachigen Schweizer Dichtern des 19. Jahrhunderts.


    #12Verfassermars (236327) 10 Sep. 14, 20:47
    Kommentar
    Umfrage: die 10 besten Dichter Brasiliens


    http://www.modaeafins.com.br/os-10-maiores-po...
    #13VerfasserCARIOCA (324416) 19 Dez. 14, 14:32
    Kommentar
    Eu gosto muito do Mário Quintana! Aqui vai um poema dele
    http://www.maquinadotempo.net/segredo.htm

    O final é lindo...

    Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.


    Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida.


    Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

    O segredo é não correr atrás das borboletas...
    É cuidar do jardim para que elas venham até você
    .
    #14VerfasserCARIOCA (324416) 18 Mai 15, 20:25
    Kommentar
    Obrigada, Carioca. 'Cuidar do jardim' erinnert mich an 'cultivar nosso jardim' (Candide). Eine gute Devise. (-:

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Cândido,_ou_O_...

    Themenwechsel: Gibt es denn einfach alberne Gedichte auf Portugiesisch? Ich denke z.B. an diesen Faden vom englischen Forum:

    Siehe auch: [en-de] Reim dich oder ich freß dich
    #15Verfasserhm -- us (236141) 21 Mai 15, 06:50
    Kommentar
    Erst heute habe ich deinen Beitrag gelesen, hm -- us. So auf Anhieb fällt mir nichts ein. Ich werde da recherchieren.


    Por José Saramago*

    “Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.”

    *José de Sousa Saramago (1922 – 2010) foi um escritor, argumentista, teatrólogo, ensaísta, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
    #16VerfasserCARIOCA (324416) 27 Jun. 15, 03:20
    Kommentar
    Não sei se viro menina, se viro mãe,
    se viro todas.
    Se viro artista,
    se viro vento
    ou viajante.
    Viro santa ou viro doida.
    Quem sabe viro onça.
    Viro a mesa,
    viro o jogo,
    viro a página,
    viro a vida do avesso
    e viro outras.
    Sim,
    eu me viro.

    Ich weiß nicht, wer das geschrieben hat, ich fand es aber sehr nett, wie man mit den verschiedenen Bedeutungen vom Verb virar (se) gespielt wurde.

    Virar = sich verwandeln + (etwas) umwerfen, umkrempeln + umblättern
    virar-se = zurecht kommen (am Besten auf Französisch: se débrouiller)
    virar onça = sehr böse werden
    virar o jogo = Dar a volta em alguma situação, sair por cima

    #17VerfasserCARIOCA (324416) 17 Jan. 16, 13:03
    Kommentar
    O apanhador de desperdícios

    Uso a palavra para compor meus silêncios.
    Não gosto das palavras
    fatigadas de informar.
    Dou mais respeito
    às que vivem de barriga no chão
    tipo água pedra sapo.
    Entendo bem o sotaque das águas
    Dou respeito às coisas desimportantes
    e aos seres desimportantes.
    Prezo insetos mais que aviões.
    Prezo a velocidade
    das tartarugas mais que a dos mísseis.
    Tenho em mim um atraso de nascença.
    Eu fui aparelhado
    para gostar de passarinhos.
    Tenho abundância de ser feliz por isso.
    Meu quintal é maior do que o mundo.
    Sou um apanhador de desperdícios:
    Amo os restos
    como as boas moscas.
    Queria que a minha voz tivesse um formato
    de canto.
    Porque eu não sou da informática:
    eu sou da invencionática.
    Só uso a palavra para compor meus silêncios.

    Manoel de Barros
    #18VerfasserZucchiniMann (238313) 28 Feb. 16, 19:18
    Kommentar
    ZucchiniMann, que pena que o Leo não tem um "curtir"!
    #19VerfasserCARIOCA (324416) 28 Feb. 16, 22:00
    Kommentar

    Duvida da luz dos astros,

    De que o sol tenha calor,

    Duvida até da verdade,

    Mas confia em meu amor.

    Imagens



    #20Verfassertrf1 (1274026)  08 Jul. 19, 14:04
    Kommentar

    trf1 (1274026) , ich weiß nicht, wer du bist und dein Profil enthält keine Angaben. Also halte ich es für riskant, deinen Link zu öffnen.

    #21VerfasserCARIOCA (324416) 08 Jul. 19, 15:12
    Kommentar

    O vestibular da Universidade da Bahia cobrou dos candidatos a interpretação do seguinte trecho do poema de Camões:

    "Amor é fogo que arde sem se ver,

    é ferida que dói e não se sente,

    é um contentamento descontente,

    dor que desatina sem doer."

    Uma vestibulanda de 16 anos deu a sua interpretação:

    "Ah, Camões! Se vivesses hoje em dia,

    Tomavas uns antipiréticos,

    Uns quantos analgésicos

    E Prozac para a depressão.

    Compravas um computador,

    Consultavas a Internet

    E descobririas que essas dores que sentias,

    Esses calores que te abrasavam,

    Essas mudanças de humor repentinas,

    Esses desatinos sem nexo,

    Não eram feridas de amor,

    Mas somente falta de sexo!"

    A vestibulanda ganhou nota DEZ pela originalidade, pela estruturação dos versos e pelas rimas insinuantes.

    Outros tempos..


    ;-)


    (Das ist eine alte Geschichte. Heute gibt es kaum noch Vestibular, die Aufnahmeprüfung zu den Universitäten heißt ENEM.) https://pt.wikipedia.org/wiki/Exame_Nacional_...


    #22VerfasserCARIOCA (324416)  08 Nov. 20, 15:49
    Kommentar

    Poema didático

    Já tive um país pequeno,

    tão pequeno

    que andava descalço dentro de mim.

    Um país tão magro

    que no seu firmamento

    não cabia senão uma estrela menina,

    tão tímida e delicada

    que só por dentro brilhava.

    Eu tive um país

    escrito sem maiúscula.

    Não tinha fundos

    para pagar a um herói.

    Não tinha panos

    para costurar bandeira.

    Nem solenidade

    para entoar um hino.

    Mas tinha pão e esperança

    para os viventes

    e sonhos para os nascentes.

    Eu tive um país pequeno,

    tão pequeno

    que não cabia no mundo.

    Mia Couto, no livro "Tradutor de chuvas"


    Zu Mia Couto aus Wikipedia:

    Mia Couto (António Emílio Leite Couto; * 5. Juli 1955 in Beira, Mosambik) ist ein mosambikanischer Schriftsteller und Biologe. Seinem schriftstellerischen Werk wird eine Nähe zum lateinamerikanischen Magischen Realismus zugeschrieben.

    Die Werke Mia Coutos sind stark von brasilianischen Autoren wie João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade und João Guimarães Rosa, aber auch von portugiesischen Schriftstellern wie Sophia de Mello Breyner Andresen, Eugénio de Andrade, Eugénio de Lisboa und Fernando Pessoa beeinflusst.[5] Charakteristisch für seine Erzählungen ist die inhaltliche Nähe zum lateinamerikanischen Magischen Realismus, sowie seine zahlreichen Wortschöpfungen. Ein typisches Beispiel sind die „Estórias Abensonhadas“, eine Kombination der bestehenden Begriffe „Estórias“ (Geschichte/Erzählung) und „abensonhada“ (Mischung von „gesegnet“ – abençoado und „geträumt“ – sonhado).

    #23VerfasserCARIOCA (324416) 06 Feb. 21, 15:02
    Kommentar

    Breve seleta de poemas do escritor português José Saramago

    Em violino fado

    Ponho as mãos no teu corpo musical

    Onde esperam os sons adormecidos.

    Em silêncio começo, que pressente

    A brusca irrupção do tom real.

    E quando a alma ascendendo canta

    Ao percorrer a escala dos sentidos,

    Não mente a alma nem o corpo mente.

    Não é por culpa nossa se a garganta

    Enrouquece e se cala de repente

    Em cruas dissonâncias, em rangidos

    Exasperantes de acorde errado.

    Se no silêncio em que a canção esmorece

    Outro tom se insinua, recordado,

    Não tarda que se extinga, emudece:

    Não se consente em violino fado.

    – José Saramago, em “Os poemas possíveis”. 3ª ed., Lisboa: Editorial Caminho, 1981.


    Mehr hier:


    https://www.revistaprosaversoearte.com/16876-2/

    #24VerfasserCARIOCA (324416)  29 Jun. 22, 00:20
     
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